sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência



O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

CONCENTRAÇÃO Enquanto a turma lê fábulas,
Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar
o foco. Foto: Tatianal Cardeal
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar. 

A importância do foco nas explicações em sala de aula 




SIGNIFICADO Na sala de recursos, elaboração de
livro sobre a vida dos alunos deu sentido à escrita.
Foto: Marcelo Almeida
Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.

A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp. 

Escolhi esta atividade por acreditar que é estratégia de trabalho muito boa e está vinculada ao cotidiano dos alunos, e que sem duvida ira facilitar na compreensão daquele aluno que tem deficiência intelectual, pois podem ser trabalhadas as regras, rotinas, raciocínio lógico está inseridos diversos aspecto fundamentais que possa desenvolver as habilidade, potencialidade, atrair a atenção e contribuir para a autonomia destes alunos que necessita da aplicabilidade destes recursos didático. 
Como podemos ver, se for aplicado com um planejamento voltado para a necessidade daqueles que venha se apropriarem deste recurso, ira sair bons resultados, até porque ele contempla diversas áreas do conhecimento, para isto necessário se faz que o professor do AEE esteja juntamente com o professor da sala de aula comum para estudar a forma mais adequada de aplicar para que haja bons resultados.